segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Entendia de letras mortas e sabia passar palavras de amor diante dos meus olhos bem devagar, pra doer por mais tempo. Nunca chorei. Lembrava das segundas de frases feitas, das terças de portas fechadas, e do café frio engolido, esse, todos os dias, só pra sabê-lo por perto. Rasgava minha carne com pequenos espinhos. Um dia tocou as pontas dos meus cabelos. Um dia beijou minha boca. Um dia minha alma foi sua. Nunca chorei.

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